O Estado de São Paulo – 20/01/2015

São Paulo, 20/01/2015 – A CBair, empresa de aviação executiva da família Klein, acaba de receber a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para começar a voar. Criada em 2012 a partir de aeronaves e hangares anteriormente usados pela Casas Bahia, a empresa já recebeu investimentos de R$ 28 milhões. À frente do negócio está o empresário Michael Klein, que já cita antigos concorrentes, como as varejistas Máquina de Vendas e Magazine Luiza, como potenciais clientes de sua nova empresa.

O foco de Klein é oferecer um serviço VIP de transporte aéreo para executivos de grandes empresas pelo Brasil e exterior. “Diversas companhias, como o Magazine Luiza ou a Máquina de Vendas, ainda precisam que seus executivos se desloquem rapidamente pelo Brasil”, disse Klein. “Criamos uma estrutura própria para fazer isso na Casas Bahia no passado, mas hoje a tendência nas empresas é de desinvestimento nesses ativos e contratação de companhias especializadas em transporte aéreo.”

A Casas Bahia, fundada por Samuel Klein, pai de Michael, montou uma estrutura para transporte aéreo há cerca de 20 anos para dar suporte ao plano de expansão da empresa por todo o Brasil. Os ativos de aviação que antigamente estavam a serviço da Casas Bahia não entraram na fusão da empresa com o Grupo Pão de Açúcar, anunciada em 2009.

Os hangares e as aeronaves foram incorporados ao grupo CB, que reúne os negócios da família Klein. O grupo também é dono de uma gestora de ativos imobiliários, com cerca de 400 imóveis na carteira.

Estrutura
A CBair nasce com três helicópteros e quatro aviões na sua frota. No momento, só um dos helicópteros pode fazer voos fretados. As demais aeronaves já pertencem à empresa, mas dependem de homologação da Anac para entrar em operação.

A frota pode ficar ainda maior. Klein também quer administrar aeronaves de terceiros (em geral, de empresas interessadas em terceirizar a gestão de seus aviões) e negocia a compra de dois jatos Phenom 300 da Embraer. No plano de negócios da empresa, a meta é atingir um faturamento de R$ 18 milhões no primeiro ano.

Além dos aviões, a CBair também tem hangares nos aeroportos de Sorocaba e Campo de Marte e dois helipontos em Alphaville e São Caetano do Sul. A empresa também estuda a possibilidade de manter hangares no Rio, em Jundiaí e em São Roque, no aeroporto de aviação executiva em construção pela incorporadora JHSF.

Concorrência
Com a CBair, a família Klein ingressa em um negócio de operação complexa e com alta concorrência. Os trâmites para conseguir o aval da Anac para lançar a empresa demoraram mais do que o esperado e inviabilizaram a oferta do serviço de fretamento durante a Copa do Mundo.